Desculpe os fãs, mas Oasis já ta na hora de descer do salto

Olha só, esses caras só querem ser os Beathes, de Liverpol, mas a cada vez tem uma “frescurite” diferente, confira o que eu achei por aqui no wordpress.

 

Show Oasis (Arena Anhembi – 09/05/09)

It rains like Mancheter.” Essa foi a frase, carregada do sotaque de Liam, que marcou o show do Oasis em São Paulo em 2006. No último sábado, dessa vez em um palco muito mais digno para a banda, a chuva apareceu novamente. Coincidência? Sim, mas podia não ser. As apresentações irmãos Gallagher são mesmo assim: pouco mudam.

Alguns momentos são esperados com a mesma certeza de ouvir Wonderwall, como a própria apresentação deste que é  hino da banda – “this one is called Wonderwall” – e a entrada do quinteto ao som de Fucking ´n the Bushes. Mas nesta turnê, a banda definitivamente não se preocupou em surpreender o público. O setlist deve ter sido impresso em escala indústria. Bem generoso, com lugar para  muitos clássicos, mas já esperado. Em resposta aos pedidos dos fãs por Live Forever, música que ficou de fora do setlist, Noel apenas diz “I don´t think so. Esse é o nosso show. Nós dizemos o que vamos tocar, não o contrário.”

É por conta de frases como esta acima que fica a surpresa dos shows do irmãos Gallagher. Geniosos, eles são bem imprevisíveis. O que se espera são suas palavras. Raras, mas sempre marcantes. Dessa vez, até que mostraram certa simpatia e fizeram brincadeira com a chuva. Mas, irritado com as pessoas que jogavam coisas no palco, Noel logo mudou de tom e, apontando para os bagunceiros, ameaçou sair do palco se continuassem (algo que o irmão fez, de fato, em um festival de Lisboa, alguns anos atrás).

Nesta terceira vinda da banda à São Paulo, notou-se, no entanto, uma grande diferença. Esta, inevitável. O tempo passou e isso está não apenas na aparência dos ingleses, mas também na voz, principalmente de Liam, que, às vezes, desafina. A energia também diminuiu, nota-se pelas músicas dste último álbum,  Dig Out Your Soul. Ótimas, com destaque para a apresentação ao vivo de Waiting for the Rapture, mas com uma pegada bem diferente e mais contida do que em Rock ´n Roll Star – primeira música do cd de estréia da banda e a primeira do show.

Nada compromete, no entanto, a animação do show, garantida por essas canções da velha safra – apesar de músicas como Lyla e The Importande of Being Idle já serem bem conhecidas pelo público. A versão mais intimista de Don´t Look Back in Anger ressaltou as 15 mil vozes que acompanharam Noel em coro. Todos cantam, todos pulam–  seja para extravasar, seja para ver um pouco mais do palco. Em show do Oasis, até que a chuva é bem-vinda.