no g1, + uma de história emo, olha as três bandas influentes que encontrei…

Hüsker Dü - “Zen arcade” (1984)

Hüsker Dü – “Zen arcade” (1984)

Hüsker Dü – “Zen arcade” (SST, 1984)

Da geração que criou o hardcore norte-americano no começo dos anos 80, o trio de Minneapolis foi o primeiro a abandonar as letras tradicionalmente políticas em favor de uma música que refletisse os anseios e dúvidas pessoais de seus integrantes. “Política vem e vai”, disse o vocalista Bob Mould no lançamento de “Metal circus”, EP que separou a banda do hardcore mais ortodoxo da época. “Mas nós ainda somos humanos, e isso nunca vai mudar, e é sobre isso que queremos cantar.”

O Hüsker Dü gravou e mixou sua obra-prima, um álbum duplo, ao longo de meras 85 horas. Uma ópera-punk, “Zen arcade” conta a história de um garoto que sai de casa e tem que enfrentar sozinho um mundo cheio de incertezas. “Broken home, broken heart” trata de problemas familiares, “What´s going on” fala sobre a própria sanidade mental, “Masochism world” fala sobre um mundo doloroso demais para se suportar. A banda ainda iria ter outros grandes momentos, incluindo dois discos lançados pela gravadora Warner. Mas nenhum deles chegou ao nível atingido por “Zen arcade”.

Buzzcocks - “Singles going steady” (1979)
Buzzcocks - “Singles going steady” (1979)

Buzzcocks – “Singles going steady” (EMI, 1979)

Esta coletânea de singles da banda inglesa (de Manchester, terra do pós-punk depressivo do Joy Division e dos Smiths) traduz bem o universo particular do vocalista e principal compositor da banda, Pete Shelley. Se os Sex Pistols queriam “anarquia no Reino Unido” e o Clash ensejava a revolução a partir de um “chamado de Londres”, Shelley sabia que nunca conseguiria ir a lugar nenhum com seu coração partido.

“What do I get” reclama sobre não se ter ninguém para amar, mas as coisas pioram em “Ever fallen in love with someone (you shouldn’t fall in love with)” – quando a própria paixão é o erro e o crime. “Everybody’s happy nowadays” vai além do próprio lamento por ser o único a sofrer de amor no mundo – na verdade, a letra diz, “a vida é uma ilusão, e o amor é um sonho”. É impossível achar algo mais emocionalmente desesperado na geração 77 do punk rock.

Weezer - Pinkerton (Geffen, 1996)
Weezer - "Pinkerton" (Geffen, 1996)

Weezer – “Pinkerton” (Geffen, 1996)

Os fãs brasileiros de Weezer vão chiar e reclamar, mas é impossível traçar uma história recente do emo sem citar o segundo álbum da banda de Rivers Cuomo. Se no “álbum azul”, disco de estréia, o Weezer soava como uma banda de nerds que gostavam de jogar RPG, fingirem ser Buddy Holly e tirar os seus suéteres por aí, em “Pinkerton” a depressão pega de verdade.

Rivers Cuomo parece anteceder em cinco anos o tom confessional dos blogs e fotologs da virada do milênio. O que era para ser uma “space opera rock” chamada “Songs from the black hole” transmutou-se durante sua composição e gravação no diário de Cuomo – o cantor está ali, exposto, sem meias-palavras. Ele se apaixona por uma lésbica (“Pink triangle”), se cansa de uma suposta vida sexual desregrada (“Tired of sex”) e tem medo de se apaixonar por uma fã japonesa que ele imagina ser menor de idade (“Across the sea”). Diametralmente oposto ao Sunny Day Real Estate, “Pinkerton” é um disco de dissonâncias e falhas não-intencionais, que só reforçam a imagem humana e imperfeita de Cuomo.


Pois é, pelo menos o Weezer e o Hüsker Dü se revoltariam com essa não?

Olha só – The Get Up Kids pedem desculpas por ajudarem a criar o emo

Isso mesmo, essa matéria encontrei no portal da glogo o g1, leiam:

Guitarrista diz que as novas bandas ‘não são boas’. Grupo influenciou a geração atual de grupos emo.

Os pioneiros da segunda onda do emo The Get Up Kids acabaram de voltar, após um hiato que começou em 2005, e já estão pedindo desculpas pelo que aconteceu com a música pop nesse intervalo de tempo.

A banda norte-americana Get Up Kids. (Foto: Divulgação)
A banda norte-americana Get Up Kids. (Foto: Divulgação)

“Se este é um mundo que ajudamos a criar, então eu peço desculpas”, teria dito o guitarrista James Suptic depois de ver o público em um dos shows de retorno, segundo o jornal inglês “The Guardian”.

E uma parcela de “culpa” realmente pode ser atribuída à banda – a influência é confessada por grupos como o Fall Out Boy. Em entrevista à Alternative Press em 2005, Pete Wentz, baixista e líder do Fall Out Boy , disse que “deveria existir um Kit de Como Ser Um Garoto Pop-Punk, que trouxesse bandas como o Get Up Kids, para que os novatos soubessem nos ombros de quem estão se apoiando. O Fall Out Boy não existiria se não fosse o Get Up Kids”.

“Honestamente, eu não costumo pensar muito no estado do emo atual. Tocamos no festival Bamboozle neste ano e realmente nos sentimos deslocados”, disse Suptic ao site Drowned in Sound. “Eu consigo lembrar de umas três bandas com quem tocamos. Era só um mar de camisetas com cores neon para nós. A cena punk da qual viemos e a cena punk que existe agora é completamente diferente. É algo como glam rock agora”.

Apesar dos elogios, o Get Up Kids não sentem o mesmo por artistas como o Fall Out Boy. “Se uma banda fica famosa e diz que a influenciamos, ótimo. Mas o problema é que a maioria delas nem é boa. O que isso quer dizer sobre a gente? Não sei. Talvez fôssemos uma droga”, encerra Suptic.

ENTENDA O EMO NESSA NOTÍCIA ABAIXO DO G1

G1 apresenta 15 discos para entender o emo