O Blur não volta, diz Damon

Segundo o vocalista Damon Albarn o grupo Blur não volta a fazer shows. A volta da banda, prevista por várias revistas especializadas, seria uma “ruína”.

– “Gosto de fazer coisas novas, se voltarmos o cinismo voltaria”, disse o vocalista.
Mês passado voltaram a tocar depois de 7 anos separados. Segundo Damon, reviveria todos os problemas da banda.

Blur em suas ultimas fotos de divulgação

O “Blur” começou no início dos anos 90 com uma sonoridade não muito distante das bandas que dominavam a cena britânica da época. Era uma mistura do rock psicódelico e dançante do Stone Roses e afins com as guitarras e a introspecção de bandas como o My Bloody Valentine.

Blur tinha a pose do estilo “shoegazer” (a saber, uma postura tímida no palco que se caracteriza pela quase inércia dos integrantes, que muitas vezes mal encaravam a platéia e mantinham o olhar para baixo, daí “shoegazer“). Mas com o andamento de sua carreira o Blur desenvolveu o seu próprio estilo, resgatando elementos da música britânica e liderou uma verdadeira renovação no rock inglês, o chamado britpop, se firmando como uma das mais importantes bandas da década e rivalizando com o Oasis.

Os maiores sucesso, na minha opinião, são:

Song 2, Parklife, Coffee & TV, There’s No Other Way.

Blur, sem pressão, fala sobre possível novo álbum.

Há meses sabe-se que o Blur está de volta – até já aconteceram os primeiros shows com a formação original, sete anos após a saída do guitarrista Graham Coxon. Mas material novo que é bom, nada. Pois a espera pode estar perto do fim: em entrevista à rádio BBC 6 Music, o baixista Alex James (recentemente integrado ao Bad Lieutenant, junto a integrantes do New Order) afirmou que a banda já experimenta tirar novos sons durante ensaios recentes. “Nosso copo musical transborda no momento. Tudo está bem.”

Blur
Blur


Para ouvir a entrevista, clique aqui.

Coxon, o outro integrante do Blur na entrevista, lembrou que, por ora, eles só ficam mesmo na jam session. Músicas completas ainda não foram produzidas. “Acho que estamos dando o tempo certo e fazendo justiça [ao novo álbum]. Não íamos querer apenas arremessar coisas junto para tocar neste verão [inverno, para o Hemisfério Sul]. Não seria certo.”

O aviso é este: não adianta pressionar. “Acho que queremos nos divertir durante estes shows [de retorno]. Depois, pensaremos mais a fundo [no novo album].”

Enquanto o sucessor de Think Tank, de 2003, não chega, o grupo de britpop oferece dupla coletânea, lançada esta semana, a fãs antigos e às novas gerações.

Notícia da revista: Rolling Stone