Morrissey – Novo álbum – World Peace Is None Of Your Business

Ai está o link para baixar, em ótima qualidade, o novo álbum de Morrissey
(World Peace Is None Of Your Business)
http://www.4shared.com/zip/3yHBSIWHce/Morrissey_-_World_Peace_Is_Non.html? 

Anúncios

OS DINAMITES

Rockabilly, estilo ultrapassado do rock? Nada, a banda “Os Dinamites” prova que tem muito que se esperar desse estilo divertido, dançante e descontraído. Desde 2007 o pavio desta banda está aceso para os show no Distrito Federal. Composições românticas e canastronas embalam a noite com um clima de nostalgia.

Romance sem bis é um trabalho recente da banda.

 

Tender Prey – 25 anos depois. Clássico???

Lembro-me quando meu amigo Pedro me apresentou esse disco. Que cara esquisito na capa, um olhar de serial killer pronto para esfaquear qualquer cidadão a qualquer minuto, talvez por conta disso pensei em ouvi o disco e logo indaguei: – Deve ser bom.

O disco ficou lá em casa 3 dias e não tinha coragem de escuta-lo, será que estava com medo? Olhava aquele rosto olhando para mim, quase sorrindo, como costeletas, roupa preta, camisa vermelha e com anéis; Em que mundo estou adentrando?

Veio um dia de cachaça la em casa, meu pai foi fazer uma cirurgia em São Paulo. Dois amigos (Pedro e Barreto) foram lá em casa dar um suporte (Zona Total, festas,  mulheres e rock n roll).

Com um som de meu pai tinha, um National modelo Ss. 8000, o disco Tender Prey urrava no ultimo volume e, repetidas vezes, a música “The Mercy Seat” urrava nos ouvidos mais sensíveis dos vizinhos da QE 30 conjunto J no Guará II. Um dos vizinhos, chamou-me no canto e com um olhar de preocupação indagou:  “Filho, vc está usando drogas? Se não está, seus amigos estão”, como não rir? Na chegada de meu pai de sampa a novidade foi essa para ele: Os  meus amigos drogados escutando uma música esquisita com as caixas acústicas no ouvido e jogados no chão. Ele nem ligou, apesar disso eles tinham moral lá em casa.

Naquela época era fanático por Smiths, Joy Division, Sisters of Mercy e Echo and the Bunnyman, estava no inicio do conhecimento profundo alternativo, ainda não estava preparado para aquele som psicodélico industrial daquela música e nem para aquele olhar de assassino deste tal de Nick Cave, na minha opinião era o Homem das Cavernas.

O disco ficou lá em casa por mais 2 semanas, depois da volta de meu pai, olhei para ele e me convenci em devolve-lo para o Pedro, afinal, que disco esquisito da porra. O peguei o vinil e já ia pela porta saindo para entrega-lo, entrei no carro e me deu um estalo – Nem escutei o disco, vou tentar novamente, tem várias músicas nele –  Não o devolvi. Imagem

No mesmo dia, a noite, coloquei o disco no prato do National, escutei ele inteiro, sem interrupções, calmamente no sofá da sala. Bingo, achei o disco muito bom. Gostei tanto de “Mercy” que me rendi ao disco, “Deanna” era divertido, “The Mercy Seat” era um puro som de violino.

É um disco difícil, confesso, mas é um disco memorável de um artista memorável. Comparo sempre: Nick Cave ou é aclamado ou a expressão “Que porra é essa?” é acionada.

“City of refuge” é uma musica de abraçar os amigos bêbados e dançar conga. “Slowly goes the Night” de dormir pensando nos amores do passado, por acaso, essa foi uma das prediletas do meu pai. Ficávamos escutando som na sala, vendo jogo ou até jogando cartas, comentávamos os sons de cada um (me arrependo tanto de não ter mais jogado cartas com meu pai).

Voltando ao disco, sim, ele é um clássico do Post-Punk, ouça “Deanna” e diga que não tem vontade de pular.

David Bowie: relança o álbum ‘Space Oddity’

Space Oddity
Space Oddity

Para celebrar os 40 anos de seu lançamento original, ‘Space Oddity’ , álbum de David Bowie que foi lançado em 1969, mas só ficou famoso em 1972, ganhará uma nova versão.

A nova versão do clássico álbum foi remasterizada das fitas originais e ainda ganhará material extra. Além do disco, o lançamento também terá um CD bônus com raridades, lados B e algum material inédito. A previsão é de que esta nova prensagem de Space Oddity seja lançada em outubro em CD, vinil e em formato digital.

Notícia do Gigwise.

Emo é coisa velha não é? Na década de 70 David Bowie já fazia isso
Emo é coisa velha não é? Na década de 70 David Bowie já fazia isso

Arctic Monkeys – CD bem legal

Arctic Monkeys
Arctic Monkeys

Terceiro álbum, Alex Turner, Jamie Cook, Matt Helders e Nick O Malley recorreram à coprodução de Josh Homme, do Queens of the Stone Age, que os levou ao seu estúdio em Mojave. Esquisito? olha, não esperava que desse tão certo, talvez por essa parceria, amadureceu bastante esse disco. O quarteto de Sheffield oferece em “Humbug” um punhado de canções interessantes, a exemplo de “Dangerous animals” e do single “Crying lightning”. A sonoridade parruda e cheia de detalhes convida a uma audição mais cuidadosa, prova de que os meninos evoluíram depois dos aclamados “Whatever people say I am, that’s what I’m not”  e “Favourite worst nightmare”. O álbum é bom e agrada os indies. Tem música nova na próxima festinha.

no g1, + uma de história emo, olha as três bandas influentes que encontrei…

Hüsker Dü - “Zen arcade” (1984)

Hüsker Dü – “Zen arcade” (1984)

Hüsker Dü – “Zen arcade” (SST, 1984)

Da geração que criou o hardcore norte-americano no começo dos anos 80, o trio de Minneapolis foi o primeiro a abandonar as letras tradicionalmente políticas em favor de uma música que refletisse os anseios e dúvidas pessoais de seus integrantes. “Política vem e vai”, disse o vocalista Bob Mould no lançamento de “Metal circus”, EP que separou a banda do hardcore mais ortodoxo da época. “Mas nós ainda somos humanos, e isso nunca vai mudar, e é sobre isso que queremos cantar.”

O Hüsker Dü gravou e mixou sua obra-prima, um álbum duplo, ao longo de meras 85 horas. Uma ópera-punk, “Zen arcade” conta a história de um garoto que sai de casa e tem que enfrentar sozinho um mundo cheio de incertezas. “Broken home, broken heart” trata de problemas familiares, “What´s going on” fala sobre a própria sanidade mental, “Masochism world” fala sobre um mundo doloroso demais para se suportar. A banda ainda iria ter outros grandes momentos, incluindo dois discos lançados pela gravadora Warner. Mas nenhum deles chegou ao nível atingido por “Zen arcade”.

Buzzcocks - “Singles going steady” (1979)
Buzzcocks - “Singles going steady” (1979)

Buzzcocks – “Singles going steady” (EMI, 1979)

Esta coletânea de singles da banda inglesa (de Manchester, terra do pós-punk depressivo do Joy Division e dos Smiths) traduz bem o universo particular do vocalista e principal compositor da banda, Pete Shelley. Se os Sex Pistols queriam “anarquia no Reino Unido” e o Clash ensejava a revolução a partir de um “chamado de Londres”, Shelley sabia que nunca conseguiria ir a lugar nenhum com seu coração partido.

“What do I get” reclama sobre não se ter ninguém para amar, mas as coisas pioram em “Ever fallen in love with someone (you shouldn’t fall in love with)” – quando a própria paixão é o erro e o crime. “Everybody’s happy nowadays” vai além do próprio lamento por ser o único a sofrer de amor no mundo – na verdade, a letra diz, “a vida é uma ilusão, e o amor é um sonho”. É impossível achar algo mais emocionalmente desesperado na geração 77 do punk rock.

Weezer - Pinkerton (Geffen, 1996)
Weezer - "Pinkerton" (Geffen, 1996)

Weezer – “Pinkerton” (Geffen, 1996)

Os fãs brasileiros de Weezer vão chiar e reclamar, mas é impossível traçar uma história recente do emo sem citar o segundo álbum da banda de Rivers Cuomo. Se no “álbum azul”, disco de estréia, o Weezer soava como uma banda de nerds que gostavam de jogar RPG, fingirem ser Buddy Holly e tirar os seus suéteres por aí, em “Pinkerton” a depressão pega de verdade.

Rivers Cuomo parece anteceder em cinco anos o tom confessional dos blogs e fotologs da virada do milênio. O que era para ser uma “space opera rock” chamada “Songs from the black hole” transmutou-se durante sua composição e gravação no diário de Cuomo – o cantor está ali, exposto, sem meias-palavras. Ele se apaixona por uma lésbica (“Pink triangle”), se cansa de uma suposta vida sexual desregrada (“Tired of sex”) e tem medo de se apaixonar por uma fã japonesa que ele imagina ser menor de idade (“Across the sea”). Diametralmente oposto ao Sunny Day Real Estate, “Pinkerton” é um disco de dissonâncias e falhas não-intencionais, que só reforçam a imagem humana e imperfeita de Cuomo.


Pois é, pelo menos o Weezer e o Hüsker Dü se revoltariam com essa não?